Um Mundo chamado RAZALT

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Um Mundo chamado RAZALT

Mensagem por Mago D'Zilla em Qua Jul 17, 2013 6:43 pm

Incluindo aqui este cenário onde alguns de nós já jogamos e nos divertimos bastante a meu ver. Encontrar todos os arquivos a respeito foi muito legal, e quero partilhar com vocês.
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Mago D'Zilla

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O Mundo de Razalt

Mensagem por Mago D'Zilla em Qua Jul 17, 2013 7:21 pm

RAZALT


Segundo planeta em órbita de Altair (estrela gigante azul classe A7, distância do Sol: 16,6 anos-luz), Razalt já era habitado pelos dzaatuh (uma raça humanóide de pele azulada evoluída de anfíbios). Seu planeta estava, com a antiga Terra, à beira de um Colapso Ecológico, e a seu pedido a nave colonial usou todos os seus recursos para recuperar o ambiente local. Como recompensa pelo serviço prestado, a raça humana recebeu a cidadania razaltn.

Altair é uma estrela cerca de dez vezes mais luminosa do que o Sol, orbitado por seis planetas e uma anã marrom. A nave colonizadora Oceania pretendia apenas usar Altair como um trampolim gravitacional, um meio de acelerar sua velocidade para o alvo original, mas acabou estabelecendo-se aqui, juntamente com a raça sapiente que já habitava o sistema. Razalt, o segundo planeta, orbita esse astro a uma distância média de 630 milhões de quilômetros, o que lhe rende um aquecimento cerca de 15% superior ao da Terra.

Os razaltn já conheciam todos os planetas de seu sistema, e com a tecnologia conjunta razaltn/humana, em pouco tempo havia colônias estabelecidas em vários deles.



Trelm - A quantidade de radiação que Trelm recebe de Altair é cauterizante, tornando-o inviável para qualquer forma de colonização.

Cinturão de Asteróides - Nesta região do sistema funciona um complexo de extração mineral muito bem organizado, controlado pelo Sindicato dos Mineradores. A driotonita, um tipo de minério muito raro e primordial para a construção de geradores transfusionais, é encontrado apenas aqui.

Razalt - O planeta natal dos dzaatuh já foi bem mais verdejante do que é hoje. Tomado por extensas áreas desérticas, apenas as espécies vegetais mais resistentes, terranas e razaltn, foram disseminadas no esforço de reforma do planeta. O processo na verdade continua, embora o risco de colapso ecológico esteja controlado por ora.

Kassr - Principal colônia de Razalt, Kassr é um pequeno planeta rochoso, com atmosfera tênue e pouca gravidade. Produz dentro de seus domos pressurizados alimentos para Razalt e todas as outras colônias.

Tibor - Supõe-se que o planeta na verdade tenha sido um satélite de Merat que por algum motivo libertou-se de sua órbita, assumindo outra em torno de Altair. Sua superfície é coberta por gelo formado de diversas substâncias.

Merat - Gigante gasoso, Merat é o principal produtor de combustíveis para geradores de fusão e para naves interplanetárias - o hidrogênio e o metano - que são coletados de sua atmosfera superior e distribuídos por todo o sistema.

Sorbett - Menor gigante gasoso do sistema, Sorbett é um planeta misterioso com cinco satélites colonizados, cujas colônias raramente aceitam visitantes, e mais raramente ainda imigrantes. Os poucos que já as visitaram e voltaram relatam ambientes opressivos e sinistros, habitados por pessoas de aparência soturna. Ninguém lá conversa com visitantes.

Shai - Quinze vezes maior do que Júpiter, Shai é grande demais para ser um planeta e pequeno demais para ser uma estrela. Emitindo grande quantidade de calor, no entanto, é considerada uma Anã Marrom, e é orbitado por Lai, um planetóide cuja única forma de vida é um tipo de limo que recobre todo o planeta, chamado purpron. Nenhuma pesquisa tripulada foi feita ainda na superfície de Lai, e sondas que lá desceram foram rapidamente recobertas e absorvidas pelo purpron, antes de se obter dados significativos.

A Nave Colônia Oceania


Mesmo após o Colapso Ecológico ter avançado na Terra a níveis alarmantes, as nações do planeta não concordavam nas ações de âmbito global necessárias para reverter ou mesmo minorar o processo. Todos os anos grupos de emigrantes tentavam, legal ou ilegalmente, sair do planeta através das linhas de abastecimento ainda estabelecidas entre o planeta e  as colônias humanas em Marte e nos satélites de Júpiter e Saturno. A Administração Colonial não podia absorver todo o fluxo de terráqueos em seus domínios, e no começo os enviava de volta às centenas.

O Grande Plano para salvar a Terra dependia da queda final do nacionalismo independentista no planeta, dando lugar a uma administração mundial centralizada que pudesse aceitar a ajuda que as colônias podiam oferecer. Mas os eco-engenheiros temiam que tal evento pudesse acontecer tarde demais para preservar a viabilidade da espécie humana, mesmo com as populações já estabelecidas nas atuais colônias fora da Terra.

A solução, custosa porém necessária, foi investir em naves interestelares capazes de transferir populações voluntárias para colonização de outros mundos já detectados ao redor das estrelas mais próximas. Com a tecnologia de então, as viagens podiam levar várias décadas ou até séculos, mas diante da possibilidade da extinção da raça humana, a AC concordou que o investimento era não apenas viável, mas também vital.

Assim, desde 2101 uma grande esfera Bernall-Bussard partiu do Sistema Sol a cada 3 anos em média. Com cerca de 5 quilômetros de diâmetro, levavam de 2000 a 4500 peregrinos de cada vez na direção das estrelas próximas.

A Oceania partiu em 2135, projetando uma trajetória que apenas passaria por Altair. Aproveitando o empuxo de sua gravidade para impulsioná-la mais adiante, pretendiam assim reduzir em ao menos uma década o tempo de viagem até Beta Aquila, seu alvo final. Mas, encontrando o inesperado planeta e o ainda mais inesperado pedido de ajuda, interrompeu ali sua jornada e mudou o destino de ambos.

O Planeta


O volume de Razalt é cerca de 1,4 vezes maior do que o da Terra, mas sua densidade menor faz com que a gravidade local seja apenas 1,2 vezes maior. Apesar de já ter comportado uma ampla variedade de vida vegetal, seu subsolo é basicamente arenoso, o que dificulta em muito os esforços de terraformação. Formas vegetais mais avançadas sobrevivem nas regiões próximas aos oceanos do planeta, e no enorme cânion chamado Vale Verde.

No restante do planeta, de solo desértico, a forma vegetal melhor adaptada é o kratz, uma espécie de cacto que forma colônias como o coral terrano. Firmando-se nas gerações anteriores e absorvendo a pouca umidade do ar, o kratz vai lentamente recompondo o solo original do planeta.

Atualmente a população do planeta é de cerca de 200 milhões de indivíduos, sendo deste total apenas cerca de 250.000 humanos. Espécies animais e vegetais, tanto nativas quanto oriundas da Terra, são muito cuidadosamente introduzidas (ou re-introduzidas) no ambiente, não sem antes um detalhado estudo de impacto ambiental.

Os Satélites


Uurt e Tann, os dois satélites naturais de Razalt, têm 100 e 550 km de diâmetro, respectivamente. Uurt abriga o Porto de Zarak, centro de todo o tráfego espacial do sistema, e Tann comporta várias indústrias voltadas para a construção espacial, desde sondas e satélites a naves interplanetárias e estações orbitais.

As Principais Cidades


Torna - Polo científico do planeta, onde concentram-se laboratórios, universidades, indústrias de alta tecnologia e lanchonetes.

Phiriut - Onde qualquer coisa pode ser comprada ou vendida, legal ou - mais provável - ilegalmente.

Shayamir - Shayamir foi a Cidade Imperial, o centro do antigo Império Fantuh, e hoje é a capital política de Razalt. Flutuando sobre a cidade o imponente Lançador Imperial, outrora um veículo exclusivo da família imperial, hoje é utilizado pela cúpula política do planeta em suas viagens a qualquer lugar do planeta e do sistema estelar.

Noviorg - Também conhecida como a Cidade das Torres, Noviorg é o lar do Elevador Orbital. É o nome também da estação espacial em órbita razolssíncrona sobre a cidade, onde o Elevador deposita suas cargas e passageiros a um custo bem menor do que lançamentos veiculares.

Gharlak - Cidade antiqüíssima construída no topo da cordilheira Slark, é o centro da principal religião do planeta, o culto ao Conclave Divinal. Gharlak é ainda o repositário de muito da cultura de Razalt, cuidadosamente entesourada nos pergaminhos de sua biblioteca subterrânea. Dizem que muitos dos corredores e salões da Grande Biblioteca foram lacrados no passado distante, e nunca foram encontradas até hoje.

Thurulla - Pequena cidade comercial, onde a Loja Burnaa - uma misteriosa sociedade de informações - tem sede. Destaca-se pela criminalidade baixíssima, virtualmente zero.

Diorna - Pequena cidade ao sopé do Grande Platô, Diorna é na verdade a sede de uma sociedade de estudos obscuros chamada "Círculo". Tratada ora como uma religião minoritária, ora como agremiação filosófica, o Círculo na verdade congrega muitos dos membros das parcelas mais abastadas da sociedade.

Verdanna - Alcunhada "A Cidade À Beira do Abismo", por localizar-se na orla do cânion conhecido como Vale Verde. Expedições ao Vale invariavelmente partem de lá.

O Clima


Razalt é atualmente um planeta desértico. Seus três oceanos isolados suprem as necessidades de umidade para seus arredores, como que formando gigantescos oásis, mas boa parte do planeta permanece árida apesar dos esforços conjuntos das duas raças. Tempestades de areia levantam-se no deserto em uma base semanal, e no verão de cada hemisfério podem ocorrer alguns tornados por ano.

UMA PARCERIA ECOLÓGICA


A primeira forma de vida a se tratar em Razalt deve ser exatamente os dzaatuh. Forma de vida inteligente evoluída de anfíbios, os dzaatuh têm padrão humanoide com pequenas diferenças: pele azulada, uma espécie de crina de pelos que vai do topo da cabeça até o meio do dorso (que podem ter tonalidades entre o amarelo e o azul escuro), olhos com pupilas em fenda e orelhas em forma de barbatanas com três, quatro ou até cinco nervuras.

Internamente as diferenças são ainda mais pronunciadas: seus dois pulmões são bipartidos, com cada metade desempenhando estágios diversos na oxigenação do sangue. Seu sangue também usa o ferro para transportar o oxigênio às células, mas devido à sua composição radicalmente diferente da do sangue humano, tem cor roxa.

O sistema circulatório também é bipartido, com dois corações localizados no centro do tórax, um sobre o outro, trabalhando em sincronia e alternando-se na função de principal e auxiliar. Em caso de tensão ou atividade física extrema, os dois trabalham à plena força.

O cérebro divide-se em cinco camadas, sobrepostas da frente para trás, e são unidas por uma estrutura radiforme que estende-se pelo corpo através da coluna cervical.
As outras formas de vida animal terrestres nativas têm aproximadamente a mesma estrutura interna.

ECOSSISTEMA


Apesar da grave e misteriosa degradação ambiental que Razalt sofreu, muitas espécies originais foram preservadas e puderam ser lentamente reintroduzidas no ambiente, conforme este era reconstituído pelos esforços conjuntos dos humanos e dzaatuh. Nas listas abaixo uma amostra das formas de vida que já compõem o atual ecossistema. Muitas outras continuam em preservação criogênica, aguardando sua vez de voltar ao ciclo da vida.

As conclusões dos estudos dos eco-engenheiros da Oceania, no entanto, são estarrecedoras: os esforços de reforma ambiental no planeta só estão demorando tanto se comparados com outras colônias porque de alguma forma estão sofrendo ativa oposição de fonte incerta, porém muito poderosa. Esses dados foram declarados confidenciais pelo governo local, e até investigações mais detalhadas pelas autoridades nada nesse sentido deve ser divulgado.

Fauna

Nativa

Ghrielg - grandes artrópodes aracnóides, de trinta a cinqüenta centímetros de comprimento, e muito apreciados pela culinária dzaat. População muito numerosa, sem risco de extinção.

Biarka - Bípede pernalta dos desertos, de longo pescoço e recoberto de pelos curtos e esfiapados. Os biarkas são carnívoros ferozes, e caçam em bandos entre oito e quinze membros (um macho, suas fêmeas e filhotes).

Carrica - Pequeno herbívoro roedor que se alimenta do kratz, um tipo de cacto nativo. As carricas cavam túneis nos "recifes" de kratz e ali criam suas famílias e se alimentam. Podem tornar-se bastante numerosas se deixadas à vontade, mas sua população é controlada pelas biarkas e outros predadores menores. Também conhecido como "carreirinha" por seu comportamento irrequieto.

Flatip - Esta pequena fera alada lembra um morcego grande em forma e tamanho, mas tem hábitos diurnos e constrói ninhos em rochedos altos. Suas pernas também são bem mais fortes, e é com elas que os flatips agarram suas presas após silencioso mergulho.

Rizut - Quadrúpede encouraçado de porte pequeno a médio, com três "chifres" coriáceos se projetando da cabeça. Os rizuts podem ser domesticados, e muitas famílias têm um ou mais deles para vários propósitos, como animais de guarda, tração, caça ou simplesmente de companhia. Apesar de preferirem se alimentar de carne, são onívoros.

Biita - Pequeno réptil insetívoro. As biitas se abrigam em rochas durante o dia, e saltam pelo deserto à noite em suas caçadas.

Shingha - Parentes próximos das biitas, as shinghas têm amplas membranas nos membros anteriores e são capazes de planar por longas distâncias. De hábitos diurnos, contudo, elas podem tanto caçar os insetos diurnos como também atacar em bandos algum outro animal pequeno, como as carricas, por exemplo.

Introduzida

Muito cuidadosamente, algumas espécies de animais da Terra foram introduzidas em Razalt. Felizmente as estruturas moleculares das matrizes vitais terrana e razaltn são compatíveis, o que permite o intercâmbio alimentar entre elas. A seguir, alguns desses animais.

Cavalo - Para viver em Razalt os cavalos sofreram pequenas alterações genéticas que facilitam sua adaptabilidade a ambientes em rápida alteração. O Equus razaltan pode chegar a dois metros de altura (das patas ao topo da cabeça), suas patas têm três dedos terminados em garras e unidos por membranas e seus olhos contam também com pálpebras nictiantes (uma proteção extra contra a areia).

Cachorro - Tido como companheiro milenar do ser humano, o cachorro não poderia ficar distante dele neste novo ambiente. Para Razalt foram escolhidas principalmente as espécies "utilitárias" como o pastor, o perdigueiro e o rothweiller, entre outros.

Cabra - Escolhido por sua resistência e adaptabilidade naturais, o gado caprino supre necessidades alimentares básicas de humanos e dzaatuh. Especialmente o queijo do leite das cabras tem aceitação incondicional por parte dos dzaatuh.

Cateto - O porco-do-mato foi escolhido para ser liberado em ambientes selvagens como opção para caça e ocupação de ecossistema.

Jaguatirica - Predador de pequeno porte, este felino mostrou-se a opção mais acertada para controle da população de espécies herbívoras como a carrica e o cateto.

Flora

Nativa

Kratz - Pequeno cacto globular, muito resistente a estiagens e radiação estelar. O kratz forma grandes colônias em sopés de montanhas e rochedos, estabelecendo-se por sobre as gerações anteriores mortas e assim lentamente compondo uma camada orgânica de solo. As sementes do Kratz são pequenas e penugentas, sendo levadas pelo vento a grandes distâncias pelos desertos para estabelecer novas colônias ou encontrar outras e unir-se a elas. Seu ciclo de vida é muito lento, e um "recife" de kratz pode levar centenas de anos para se formar.

Briegh - Arbusto que gera pequenos frutos comestíveis, globos com uma espessa casca esverdeada repletos de um sumo doce e nutritivo. Além do consumo direto, os dzaatuh fazem de seu suco uma bebida de baixo teor alcoólico - o uhoerk - semelhante à cerveja.

Khahta - Curiosa forma de vida vegetal semovente e carnívora, os khahtas tem um tronco segmentado medindo de vinte a quarenta centímetros ladeado por sete prolongamentos que funcionam como patas articuladas e terminam em pequenas porém fortes garras de três "dedos". Emanando um cheiro encorpado e adocicado, ele atrai animais de pequeno porte e os agarra, enraizando-se nele. Animais maiores podem até carregar o khahta como parasita por muitos meses, mas os menores acabam morrendo em pouco tempo.

Thriekol - Planta muito comum em Razalt e muito resistente. Ela é uma planta transmorfa, capaz de absorver características do ambiente onde estiver enraizada e manifestá-las externamente, mimetizando-se como outras espécies de planta, rochedos e até animais.

Introduzida

Gramíneas - Tendo sido uma das primeiras espécies vegetais a invadir terra firme na evolução natural na Terra, a grama e suas variantes foram escolhidas para serem introduzidas também aqui.

Frutas - Muitas espécies frutíferas foram introduzidas no ambiente, assim temos em Razalt laranjas, limões, jabuticabas, carambolas, açaís, etc. Particularmente bem recebido pelos dzaatuh foi o figo-da-índia.

Pinheiro - Em conjunto com as gramíneas, o pinho faz parte do esforço em deter a erosão do pouco solo fértil disponível no planeta, ao mesmo tempo em que fornece matéria-prima para várias indústrias baseadas na madeira sem ameaçar as espécies nobres de madeiras nativas.

Soja - Para produzir alimentos rapida e eficientemente uma espécie deste grão foi adaptada para o ambiente. A indústria alimentícia local pode reproduzir ou criar qualquer textura e/ou sabor a partir dessa matéria-prima.

A nave colonial Oceania continua em órbita de Razalt, e guarda ainda muitas mais espécies originais terranas animais e vegetais. A introdução de cada espécie está sendo estudada caso a caso.

A Sociedade em Razalt


Os Dzaatuh

Outrora governados por um Imperador, os D'zaatuh no passado revoltaram-se contra a forma abusiva que Lorde Fant'huh exercia seu poder e, após derrubá-lo (isso ocorreu bem antes da chegada dos humanos), passaram a adotar uma forma de governo Senatorial. Cada região envia um juiz representante ao Senado Razaltn, em Shayamir, e lá juntos eles interpretam a Lei e governam assim o planeta.

Os D'zaatuh falam um único idioma, o Llehga. Não muito complicado para os humanos entenderem, mas devido à diferença entre os aparelhos fonéticos é muito difícil para eles reproduzirem os sons e fonemas que a compõem, tarefa para a qual a garganta, a longa língua roxa e as cavidades internas da cabeça dos D'zaatuh foram moldadas em sua evolução.

Os Humanos

Chegaram há aproximadamente quarenta anos-padrão (quinze anos locais) a bordo da nave colonizadora Oceania, os humanos que atualmente compõem a população mista de Razalt têm sua origem traída pelo nome de sua nave: são descendentes de australianos (brancos e aborígenes) e neozelandeses.

Apesar de o plano original ter sido apenas usar a gravidade de Altair para se lançarem adiante em sua jornada, a Oceania foi detectada pelos dzaatuh em Razalt que, em desespero devido a uma grave degradação de seu meio-ambiente, enviaram um pedido de socorro. Reconhecendo o fenômeno como semelhante ao Colapso Ecológico que vitimara a Terra os colonos, em consenso, resolveram mudar o perfil da missão e ajudar os razaltn, estabelecendo-se aqui.

Os Burnaa

Sociedade secreta razaltn, a primeira a aceitar a presença da humanidade no planeta, inclusive admitindo-os em suas fileiras. Os Burnaa dedicam-se a coletar informações, onde quer que estejam, e passá-las à sua liderança para determinação do Consenso, a atitude coletiva dos Burnaa a qualquer dada situação. Para isso, todos os Burnaa são unidos por um elo telepático ao Suehk-haak, o conselho de líderes Burnaa.

Acredita-se que os Burnaa tenham sido responsáveis pela decisão de se pedir ajuda aos humanos, mas eles mesmos não confirmam ou desmentem essa informação. Burnaa não discutem assuntos internos da Loja com não-Burnaa, e nenhum não-Burnaa sabe NADA a respeito da sociedade, a não ser que ela existe.

Todos os Burnaa usam uma armadura leve que lhes cobre o corpo todo, e aparentemente mantém uma temperatura interna confortável ao usuário em quase qualquer ambiente. Externamente as armaduras são decoradas com padrões individuais para cada Burnaa. Usam também um elmo com uma curiosa proteção para o rosto que o torna invisível em meio a trevas impenetráveis a qualquer sensoreamento remoto, apesar de serem permeáveis a objetos sólidos. O próprio Burnaa vê e ouve normalmente.

Frases típicas de um Burnaa:

"- Eu sou Burnaa!" (Em resposta a qualquer pergunta do tipo "Quem é você?", "Como você sabe...?" ou "Como você fez...?")

"- Foi o Consenso!" (Quando interpelado sobre suas motivações para uma dada atitude.)

"- Será feito o que for preciso!" (Ao ser indagado sobre planos futuros.)

Personificar um Burnaa sem realmente sê-lo é perigoso. Um Burnaa sempre sabe quando está na presença de outro Burnaa, e a Loja tomará providências discretas porém definitivas contra falsos Burnaa.

Os Magistas

A Guilda do Místico Círculo Essencial reúne os estudiosos da magia em Razalt, conhecida mais popularmente apenas como "Círculo". Seus membros dedicam-se a usar a pouca magia a que têm acesso atualmente a ajudar o esforço de reconstrução do planeta, e a pesquisar e desenvolver a magia alternativa que criaram.

Outrora a Guilda reunia magos normais, conhecedores das artes arcanas baseadas no mana, a tradicional energia por trás da magia. Mas há cerca de cinqüenta anos-padrão todo o mana de Razalt esgotou-se de um dia para o outro. Magos centenários, que mantinham-se magicamente jovens, morreram em agonia, magias e artefatos mágicos em uso perderam seus poderes e funções, e gemas místicas perderam completamente suas cargas.

Os membros sobreviventes descobriram outra força arcana no universo, o magis, que ao contrário do mana não esgota-se em determinados locais, mas é fluido, permeia todo o Universo e se desloca naturalmente para prencher zonas de "baixa pressão" energéticas. É também muito mais fraca do que o mana, causando mais desgaste para produzir resultados bem mais modestos. Aprender seu uso requer intenso esforço intelectual para cada escola de magia que se pretenda acessar.

A Interplan

A Polícia Interplanetária de Altair foi criada após a chegada dos humanos e do estabelecimento das diversas colônias pelo sistema estelar. Subordinada diretamente ao Senado Razaltn, a Interplan tem jurisdição preferencial em todas as investigações policiais que envolvam assuntos interplanetários ou da Segurança Vital de Altair.

A Sede central da Interplan fica em Torna, mas ela tem escritórios em todas as cidades e ocupações importantes de Altair.

A Milícia Razaltn

A Milícia congrega todas as forças armadas do planeta sob um Comando único, subordinado ao Senado e com a responsabilidade de zelar pela segurança planetária e interna. Cada destacamento baseia-se em uma grande cidade, sob comando de um Capitão que, por sua vez, responde ao Generalato em Shayamir.

Os Ridza

Única oposição à vinda dos humanos para Razalt, os Ridza são uma escola filosófica muito apegada às tradições dzaatuh. Seus membros em princípio rejeitam tudo o que não faça parte da milenar cultura de sua raça, e utilizam suas avançadas técnicas de luta armada e corporal para fazer valer seus pontos de vista.

Os Ridza hoje em dia são poucos, mas não menos veementes. Como as leis de Razalt estenderam suas garantias e proteções aos humanos eles não podem atacá-los abertamente, mas tudo farão para minar todo e qualquer empreendimento dos "forasteiros" - inclusive, por incrível que pareça, a reforma do meio-ambiente.

A Política em Razalt

"Senatus Populus Quae Razaltn"

O Senado

Em Razalt a política é firmemente baseada no conceito que o povo tem de Justiça. O imperador Fant'huh, quando no poder, governava meramente por sua palavra, e o que era Lei num dia podia ser crime no outro. A criação do Slatptaahh, palavra llegha cuja tradução literal seria "Discussão dos Sábios", visava coibir exatamente esse tipo de desmando, estabelecendo os limites dos direitos e deveres de cada cidadão conforme suas atribuições e legislando-os mediante representantes regionais eleitos em caráter vitalício. Essa instituição costuma ser chamada de Senado pelos humanos, e os slatptaahhn, senadores.

Há três senadores para cada Abrangência, setores geográficos do planeta que podem conter várias das cidades de Razalt, mas esses três compõem uma única representação (um voto). Quando os humanos chegaram, para ajudar na reforma do meio ambiente, a solução para a legalização dos trabalhos passou pela atribuição da cidadania razaltn aos recém-chegados, sendo considerada a nave Oceania uma Abrangência desde então.

Atualmente, como a expansão pelo sistema estelar está sendo levada a termo principalmente por humanos, e como cada nova colônia conta como uma Abrangência no Senado, a influência humana no panorama político razaltn tem crescido e se consolidado.

As cidades têm uma estrutura semelhante, mas simplificada: a administração municipal cabe ao Caatsgaahn, escolhido aleatoriamente entre a população politicamente eletível, que também tem a responsabilidade de ser o principal agente mantenedor da lei em sua jurisdição. Os humanos costumam atribuir a esse cargo o nome de "Xerife". Três conselheiros, escolhidos do mesmo modo, acessoram-no em todos os aspectos legais e administrativos. Um Xerife só pode ser deposto por exigência de dois terços da população local politicamente elegível ou consenso dos três Senadores de sua Abrangência com a aprovação de metade da população  elegível mais um.

Nomes de Destaque no Panorama Razaltn

Ghulhook Cak (97) - Shayamir;  Senador. Vibrante, apesar de tão idoso.  Senado, Círculo  Senador pela abrangência da própria Shayamir, líder de sua representação e muito respeitado no Senado.  

Heinrich Mahler (45) - Shayamir;  Capitão da Milícia. Sisudo, rígido e obstinado.  Milícia Razaltn  Preza a lealdade a Razalt acima de tudo. Exigente, porém sabe recompensar bons serviços.

Doutor Ceddor Duvassku (56) - Torna;  Eco-engenheiro. Dedicado à ciência, mas atento a tudo o mais.  Instituto Científico de Torna.  Apesar da aparência inofensiva, comanda o ICT com firmeza. É sempre obedecido prontamente lá.  

Sandark Mlenek (?) - Thurulla;  Magno-Mestre Burnaa.   Misterioso  Loja Burnaa  Raramente é visto, mesmo pelos Burnaa. Sua voz telepática é inconfundível.

Sdjuh  Gharlak  (68) -  Sacerdote (Grau 1)   Ranzinza e impaciente  Conclave Divinal  Em peregrinação no planeta Kassr, mas seguido por multidões, não consegue meditar em paz.

Bernath Smart (27) -  móvel;  Transportador.   Calvo e esguio, sempre sorridente.  Nenhuma  Alega poder levar qualquer um ou qualquer coisa a qualquer lugar. Possui veículo próprio.  

Lorde Fant'huh (?) Ignorada (anterior: Shayamir);  Imperador (deposto).  Sempre aparenta calma, mesmo quando irado.  ?  Depois de deposto, ninguém mais soube de seu paradeiro. Diz-se que ainda vive e age.  

Saiadra (34) - Diorna; Bióloga.  Carinhosa, especialmente com animais.  Círculo  magisista hábil, principal agente do Círculo em Razalt. Busca uma irmã desaparecida.  

Zarddugh (26) - Noviorg;  Terrorista.   Conservador  Ridza  Deseja vingar a morte de sua família, cujas almas crê carregar. Adora comer peixe.
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